Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Introdução

  

    Sede da consciência, do raciocínio e das emoções, centro da aprendizagem e do conhecimento e armazém de memórias, o cérebro é, sem dúvida, o órgão de comando que controla a actividade de todos os outros órgãos e sistemas do corpo. Nenhum computador até hoje construído é tão complexo ou infunde tanto respeito como a pequena e compacta massa cinzenta e branca que constitui o cérebro humano.

 

 

A Evolução Histórica dos Conceitos Sobre o Cérebro
 
Actualmente o homem sabe que o cérebro é o órgão responsável pelo comportamento e pelas faculdades mentais. No entanto, esses conhecimentos são relativamente recentes e durante muitos séculos as crenças sobre a maneira de funcionar do cérebro foram radicalmente diferentes das que professamos hoje.
Cérebro e Mente na Antiguidade
Por volta de 10.000 anos atrás, foram encontrados crânios com perfurações feitas em vida. Provavelmente, essas trepanações eram feitas com o intuito de possibilitar a saída de maus espíritos, que estariam a atormentar o cérebro.
Esta ligação do cérebro às funções mentais era natural,         pois os homens primitivos em todas as eras podiam observar que fortes traumas cranianos induziam a perda da consciência e da memória, que por sua vez, provocavam alterações substanciais da percepção e do comportamento.

§
Filosofos Importantes na Evolução do Cerebro

 

Edwin Smith

 
  • A maior e mais importante prova documental deste conhecimento foi extraído do famoso Papiro Cirúrgico de Edwin Smith, escrito no Egipto por volta de 1.600 AC.
  • O autor do papiro descreve 30 casos clínicos de trauma cranioencefálico e da medula, notando como as várias injúrias cerebrais eram associadas a mudanças de função de outras partes do corpo tais como: fracturas hemiplégicas, paralisia, incontinência urinária, priapismo e emissão seminal associada a trauma da coluna.
     
    Alcmaeon de Crotona
    Alcmaeon de Crotona ( Sec. V AC) foi, possivelmente , o primeiro a localizar no cérebro a sede das sensações. Para ele, os nervos ópticos, que seriam ocos, levavam a informação ao cérebro, onde cada modalidade sensorial teria o seu próprio território de localização.
     

 

Ainda neste século, Demócrito, Diógenes, Platão e Teófrasto associavam o cérebro com o comando das actividades corporais. Também entre os gregos, Herófilo (335 – 280 A.C.) dissecou e escreveu sobre o cérebro e foi o primeiro a descrever as suas cavidades, os ventrículos cerebrais, que este relacionou com as funções mentais.
Hipocrates

 
Hipócrates ( 460 – 379 AC) : “ Deveria ser sabido que ele é a fonte do nosso prazer, alegria, diversão assim como o nosso pesar, dor e ansiedade (…) É especificamente o órgão que nos habilita a pensar (…)”.
  Aristóteles
Aristóteles generalizou erradamente uma noção bastante antiga em todas as civilizações, de que pelo menos a sede das emoções seria o coração. Até hoje somos influenciados por essa noção, quando nos referimos ao símbolo do amor como sendo um coração. Isso, deve-se provavelmente ao facto de a activação do sistema nervoso simpático alterar de forma sensível a frequência cardíaca e força das contracções.

 

Ainda segundo Aristóteles, os nutrientes subiam pelos vasos sanguíneos e uma parte deles seria resfriada no cérebro. O cérebro adquiria assim uma função importante na manutenção da temperatura corporal.

 

publicado por cerebrohumano às 10:57
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